em 1950 e tantos, meus avós decidiram sair do Ceará e morar em Recife, no bairro de Casa Amarela, na rua Conselheiro Peretti, foi onde minha mãe ainda criança conheceu as melhores amigas dela, amizade de infância que levou pra fase adulta, e entre vários programas que faziam juntas, um deles era passar o verão na casa de praia de uma delas, num desses verões, eu já nascida, mocinha de 14 anos, também fui, era 1998, tive um namorico de 15 dias com o vizinho da casa de praia, e foi quando conheci a prima dele, que passaria a ser minha amiga, e futura colega de profissão, na qual trabalharíamos juntas, eu como agência e ela como cliente, projeto vai, projeto vem, veio um aperto de mão, um cappucino, um cartão de visita, um msn, um delta experience, um halls black, e hoje eu me peguei agradecendo aos meus avós por virem morar na rua Conselheiro Peretti.
eu acho provável que eles fizeram de caso pensado pra ver a neta feliz.
pronto, catei.
Cata S.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
catando culpa
nunca doei sangue, nunca fui voluntária, nunca dei 10% do meu salário pra igreja, nunca ajudei um velhinho a atravessar a rua, nunca dei a patola do meu carangueijo pra alguém, nunca dei o salzinho do final do meu pipos, nunca abri mão da minha cama pra visitas, nunca fui a um bazar beneficente, nunca comprei livro de poesias dos frustrados da rua da moeda, nunca encaminhei e-mail com foto de criança sequestrada, nunca emprestei um vestido da madame surtô, nunca levei uma ecobag pro supermercado, nunca tive pena da loira da uniban.
mas mesmo não sendo um exemplo de pessoa, a vida não economizou em bondade comigo.
eu colho mais do que planto e isso não é justo.
pronto, catei.
Cata S.
mas mesmo não sendo um exemplo de pessoa, a vida não economizou em bondade comigo.
eu colho mais do que planto e isso não é justo.
pronto, catei.
Cata S.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
catando tudo
tudo o que eu tenho a aprender, tudo o que eu tenho a plantar, tudo o que eu tenho a podar, tudo o que eu tenho a dizer, tudo o que eu tenho a guardar, tudo o que eu tenho a sonhar, tudo o que eu tenho a dormir, tudo o que eu tenho a esquecer, tudo o que eu tenho a sorrir, tudo o que eu tenho chorar, tudo o que eu tenho a correr, tudo o que eu tenho a esperar, tudo o que eu tenho ler, tudo o que eu tenho a escrever, tudo o que eu tenho a ouvir, tudo o que eu tenho a ver, tudo o que eu tenho a comer, tudo o que eu tenho a sentir, tudo o que eu tenho a conhecer, tudo o que eu tenho a re-conhecer, tudo o que eu tenho a dançar, tudo o que eu tenho a amar, tudo o que tenho a odiar, tudo o que eu tenho a agradecer, mas nada tenho a lamentar.
serei, somente.
pronto, catei.
Cata S.
serei, somente.
pronto, catei.
Cata S.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
catando espera
cheguei às 14h em ponto, pontualíssima.
pedi logo um café, porque essa hora pós-almoço todos sabem, nosso corpo pede o fechar dos olhos.
às 14h15, pedi meu segundo café. o primeiro não havia sido suficiente para aliviar o ardor nos olhos sonolentos.
às 14h16, pensei que o limite da tolerância dos 15 minutos já havia passado.
a partir dali já era falta de educação, segundo qualquer código de etiqueta.
às 14h30, eu já tinha ligado pra todo mundo que podia ligar, tinha pautado as atividades do resto do dia, pensado na vida. não me restava mais nada.
nessas horas, você lembra da promessa de carregar um livro na bolsa.
mas se distrair não era a questão.
e ai, comecei a ficar um pouco impaciente.
você, durante uma espera, é obrigado a não fazer nada enquanto lá fora se tem um mundo de coisas pra fazer e algumas que simplesmente não podem esperar.
às 14h34, eu já tinha perdido, enfim, a paciência.
às 14h38, me questionei até que ponto vai a falta de respeito de alguém ao te deixar numa sala gelada esperando 38 minutos sabendo que sua vida não se resume àquilo.
mas ok. vou esperar mais um pouco, quem sabe até às 15h.
passei mais alguns minutos observando aquele lugar pela enésima vez.
o quadro horrível na parede era o que conseguia me distrair por alguns segundos.
alguns passos e vozes também me davam forças para estar ali, e pensava "finalmente a espera acabou". mas não, eram apenas vultos de alguém que não era pra ser.
até que às 14h45 cheguei no meu limite e educadamente, perguntei se iria demorar mais, afinal, eu precisava viver minha vida. foi quando eu ouvi a tão temida resposta:
mil desculpas, você pode voltar mais tarde?
pronto, catei.
Cata S.
pedi logo um café, porque essa hora pós-almoço todos sabem, nosso corpo pede o fechar dos olhos.
às 14h15, pedi meu segundo café. o primeiro não havia sido suficiente para aliviar o ardor nos olhos sonolentos.
às 14h16, pensei que o limite da tolerância dos 15 minutos já havia passado.
a partir dali já era falta de educação, segundo qualquer código de etiqueta.
às 14h30, eu já tinha ligado pra todo mundo que podia ligar, tinha pautado as atividades do resto do dia, pensado na vida. não me restava mais nada.
nessas horas, você lembra da promessa de carregar um livro na bolsa.
mas se distrair não era a questão.
e ai, comecei a ficar um pouco impaciente.
você, durante uma espera, é obrigado a não fazer nada enquanto lá fora se tem um mundo de coisas pra fazer e algumas que simplesmente não podem esperar.
às 14h34, eu já tinha perdido, enfim, a paciência.
às 14h38, me questionei até que ponto vai a falta de respeito de alguém ao te deixar numa sala gelada esperando 38 minutos sabendo que sua vida não se resume àquilo.
mas ok. vou esperar mais um pouco, quem sabe até às 15h.
passei mais alguns minutos observando aquele lugar pela enésima vez.
o quadro horrível na parede era o que conseguia me distrair por alguns segundos.
alguns passos e vozes também me davam forças para estar ali, e pensava "finalmente a espera acabou". mas não, eram apenas vultos de alguém que não era pra ser.
até que às 14h45 cheguei no meu limite e educadamente, perguntei se iria demorar mais, afinal, eu precisava viver minha vida. foi quando eu ouvi a tão temida resposta:
mil desculpas, você pode voltar mais tarde?
pronto, catei.
Cata S.
sábado, 26 de setembro de 2009
catando lições
oi. voltei.
a inspiração veio no "com os relacionamentos anteriores aprendi" do orkut, quando eu percebi que tinha muito o que dizer a respeito.
pois é. eu aprendi algumas coisas nessa vida errante, e como diz o ditado "existe o burro, o inteligente e o sábio. o burro comete um erro e comete novamente, sem aprender. o inteligente, comete o erro, aprende e depois não o comete mais. o sábio observa os erros dos outros e nem chega a cometê-los". sendo assim, errando ou observando os outros, listei 10 lições aprendidas.
lição número 1) relacionamento só dá certo mesmo quando o homem gostar mais da mulher do que a mulher dele. simples assim. parece meio duro demais, mas vou explicar. acontece que o homem não costuma colocar o sentimento dele em primeiro plano como fazemos nós mulheres. ele primeiro pensa pra depois sentir. ele consulta a previsão do tempo, o aumento do valor do ingresso do cinema e o curso de que seu irmãozinho de 13 anos pretende fazer no vestibular. e pra se dedicar de corpo e alma a um relacionamento, eles têm que gostar muito. é uma questão de compensação entende? porque enquanto a mulher demonstra tanto, até mais do que sente, o homem demonstra menos o que sente. e quando ele pouco demonstra, criam-se mulheres insatisfeitas e inseguras. tema pra próxima lição.
lição número 2) tudo bem, você está insegura, normal desde que não seja por muito tempo. avalie sozinha muito bem os motivos da sua insegurança, e se sentir que é, de fato, porque o bofe não te curte tanto assim, simplesmente acabe, porque você, é uma mulher que sabe bem o que quer e que merece alguém que te ache a gravata da posse de obama, certo? mas, se os motivos da sua insegurança é porque ele te ligou às 18h05, e não às 18h03 como vocês tinham combinado, feche os olhos, se concentre na cor azul, conte até 10 e abstraia. evite ao máximo passar sua insegurança pra ele.
lição número 3) armazene na sua cabeça como 1+1=2 que o homem quando quer, faz tu-do pra te ter. ele pode até pensar muito antes de tomar uma atitude, mas o sentimento dele vai compensar e ele vai atrás de você onde você estiver, como estiver.
ele não precisa de um pingo de incentivo seu pra ir atrás de você. pelo contrário, quanto menos você fizer, mais incomodado pra agir por conta própria ele vai ficar.
lição número 4) quando um homem trai, ele não trai o sentimento, já a mulher, sim. se ele te traiu, não necessariamente deixou de te amar, mas se você traiu neguinha, certamente é porque a chama do amor que sentia se apagou.
lição número 5) perdoar uma traição? só se você sentir que o rapazinho não pode com ele mesmo de tanto arrependimento, e depois de deixá-lo bastante tempo amargando o gosto do arrependimento, e depois de lutar muito pra reconquistar sua confiança, e depois de mostrar que só existe você. ai sim, você pode pensar até em perdoar, mas considere seus limites. não adianta perdoar, e ficar remoendo a gaia.
lição número 6) perdão é esquecer. se você não esqueceu é porque você não perdoou. depois que você perdoa, você nunca mais deve tocar no assunto.
lição número 7) errou? peça desculpa em alto e bom som. não errou mas o outro se sente sacaneado mesmo assim? peça desculpa também, que às vezes a gente, mesmo quando coberto de razão, precisamos ceder o suficiente pra que as coisas se resolvam. sem falar, que cada um tem suas razões, e a não ser que a pessoa sofra de síndrome de perseguição, ela deve ter sua razão pra ficar chateada com alguma atitude sua.
lição número 8) falando em ceder, ceda sempre. ceda pelo menos os 50% para chegar no ponto médio. pois é, relacionamento é o ponto médio entre duas pessoas. não dá pra ser só um ou só outro, se não haver a troca, o puxa, o vai e vem, não se tem nada.
lição número 9) nunca tente mudar o outro. temperamento e personalidade não se muda e pode consultar qualquer psiquiatra. as pessoas melhoram, pioram, mas mudar, jamais. e sempre que for alertar sobre algo na personalidade da outra pessoa faça isso como um bem a ela mesma, e não a você. é válido você alertar, falar o que acha, mas faça isso despretenciosamente.
lição número 10) tem um livro chamado "As Cinco Liguagens do Amor". o título é brega, mas a verdade que carrega com ele é digna. resumindo, ele diz que cada pessoa tem sua língua nativa pra demonstrar amor, são elas: palavras de afirmação, dar presentes, toque físico, formas de servir e qualidade de tempo. do mesmo jeito que se você fala português e o outro fala coreano e a comunicação de vocês é dificil, no quesito amor, acontece a mesma coisa. então, moral da história, você tem que descobrir o idioma do seu parceiro, e aprender a falá-lo. fica a dica.
obviamente, falo tudo isso de forma bem generalizada, porque na verdade mesmo, eu concordo com o que alguém que não lembro quem escreveu no orkut: "a cada pessoa a gente tem que aprender tudo de novo".
cada um é um mundo, então não faça receita de bolo com alguém esperando a mesma textura que obteve em uma outra experiência. certamente, pode solar ou não ficar tão doce.
pronto, catei.
Cata S.
a inspiração veio no "com os relacionamentos anteriores aprendi" do orkut, quando eu percebi que tinha muito o que dizer a respeito.
pois é. eu aprendi algumas coisas nessa vida errante, e como diz o ditado "existe o burro, o inteligente e o sábio. o burro comete um erro e comete novamente, sem aprender. o inteligente, comete o erro, aprende e depois não o comete mais. o sábio observa os erros dos outros e nem chega a cometê-los". sendo assim, errando ou observando os outros, listei 10 lições aprendidas.
lição número 1) relacionamento só dá certo mesmo quando o homem gostar mais da mulher do que a mulher dele. simples assim. parece meio duro demais, mas vou explicar. acontece que o homem não costuma colocar o sentimento dele em primeiro plano como fazemos nós mulheres. ele primeiro pensa pra depois sentir. ele consulta a previsão do tempo, o aumento do valor do ingresso do cinema e o curso de que seu irmãozinho de 13 anos pretende fazer no vestibular. e pra se dedicar de corpo e alma a um relacionamento, eles têm que gostar muito. é uma questão de compensação entende? porque enquanto a mulher demonstra tanto, até mais do que sente, o homem demonstra menos o que sente. e quando ele pouco demonstra, criam-se mulheres insatisfeitas e inseguras. tema pra próxima lição.
lição número 2) tudo bem, você está insegura, normal desde que não seja por muito tempo. avalie sozinha muito bem os motivos da sua insegurança, e se sentir que é, de fato, porque o bofe não te curte tanto assim, simplesmente acabe, porque você, é uma mulher que sabe bem o que quer e que merece alguém que te ache a gravata da posse de obama, certo? mas, se os motivos da sua insegurança é porque ele te ligou às 18h05, e não às 18h03 como vocês tinham combinado, feche os olhos, se concentre na cor azul, conte até 10 e abstraia. evite ao máximo passar sua insegurança pra ele.
lição número 3) armazene na sua cabeça como 1+1=2 que o homem quando quer, faz tu-do pra te ter. ele pode até pensar muito antes de tomar uma atitude, mas o sentimento dele vai compensar e ele vai atrás de você onde você estiver, como estiver.
ele não precisa de um pingo de incentivo seu pra ir atrás de você. pelo contrário, quanto menos você fizer, mais incomodado pra agir por conta própria ele vai ficar.
lição número 4) quando um homem trai, ele não trai o sentimento, já a mulher, sim. se ele te traiu, não necessariamente deixou de te amar, mas se você traiu neguinha, certamente é porque a chama do amor que sentia se apagou.
lição número 5) perdoar uma traição? só se você sentir que o rapazinho não pode com ele mesmo de tanto arrependimento, e depois de deixá-lo bastante tempo amargando o gosto do arrependimento, e depois de lutar muito pra reconquistar sua confiança, e depois de mostrar que só existe você. ai sim, você pode pensar até em perdoar, mas considere seus limites. não adianta perdoar, e ficar remoendo a gaia.
lição número 6) perdão é esquecer. se você não esqueceu é porque você não perdoou. depois que você perdoa, você nunca mais deve tocar no assunto.
lição número 7) errou? peça desculpa em alto e bom som. não errou mas o outro se sente sacaneado mesmo assim? peça desculpa também, que às vezes a gente, mesmo quando coberto de razão, precisamos ceder o suficiente pra que as coisas se resolvam. sem falar, que cada um tem suas razões, e a não ser que a pessoa sofra de síndrome de perseguição, ela deve ter sua razão pra ficar chateada com alguma atitude sua.
lição número 8) falando em ceder, ceda sempre. ceda pelo menos os 50% para chegar no ponto médio. pois é, relacionamento é o ponto médio entre duas pessoas. não dá pra ser só um ou só outro, se não haver a troca, o puxa, o vai e vem, não se tem nada.
lição número 9) nunca tente mudar o outro. temperamento e personalidade não se muda e pode consultar qualquer psiquiatra. as pessoas melhoram, pioram, mas mudar, jamais. e sempre que for alertar sobre algo na personalidade da outra pessoa faça isso como um bem a ela mesma, e não a você. é válido você alertar, falar o que acha, mas faça isso despretenciosamente.
lição número 10) tem um livro chamado "As Cinco Liguagens do Amor". o título é brega, mas a verdade que carrega com ele é digna. resumindo, ele diz que cada pessoa tem sua língua nativa pra demonstrar amor, são elas: palavras de afirmação, dar presentes, toque físico, formas de servir e qualidade de tempo. do mesmo jeito que se você fala português e o outro fala coreano e a comunicação de vocês é dificil, no quesito amor, acontece a mesma coisa. então, moral da história, você tem que descobrir o idioma do seu parceiro, e aprender a falá-lo. fica a dica.
obviamente, falo tudo isso de forma bem generalizada, porque na verdade mesmo, eu concordo com o que alguém que não lembro quem escreveu no orkut: "a cada pessoa a gente tem que aprender tudo de novo".
cada um é um mundo, então não faça receita de bolo com alguém esperando a mesma textura que obteve em uma outra experiência. certamente, pode solar ou não ficar tão doce.
pronto, catei.
Cata S.
catando fim de dieta
faz tempo que não passo por aqui né?
sendo assim, para vocês não acharem que o catacoisas faliu, venho aqui tirar a poeira dos móveis.
já que a inspiração não está vindo me visitar, pelo menos, como eu havia prometido a vocês, vim dizer que bati a minha meta de perder 5kg. e to perdendo mais involuntariamente, inclusive to com medo de ficar ossuda demais.
as pessoas já tão falando pra eu parar por aqui mesmo, mas gente, não to conseguindo comer como eu comia antes, nem o minímo para manter. fiz uma redução de estômago, fato.
depois que você se reeduca a comer uma determinada quantidade, você simplesmente não consegue comer mais que isso. a vontade de porcarias morre.
waffles, petit gateaus, milk shakes, podem rebolar pela minha frente, faz coceira mas não pipoca.
sendo assim, está mais que constatado de contar calorias é eficaz.
dieta das notas, dos pontos, whatever, façam, que é fácil e funcina.
pronto, catei.
Cata S.
sendo assim, para vocês não acharem que o catacoisas faliu, venho aqui tirar a poeira dos móveis.
já que a inspiração não está vindo me visitar, pelo menos, como eu havia prometido a vocês, vim dizer que bati a minha meta de perder 5kg. e to perdendo mais involuntariamente, inclusive to com medo de ficar ossuda demais.
as pessoas já tão falando pra eu parar por aqui mesmo, mas gente, não to conseguindo comer como eu comia antes, nem o minímo para manter. fiz uma redução de estômago, fato.
depois que você se reeduca a comer uma determinada quantidade, você simplesmente não consegue comer mais que isso. a vontade de porcarias morre.
waffles, petit gateaus, milk shakes, podem rebolar pela minha frente, faz coceira mas não pipoca.
sendo assim, está mais que constatado de contar calorias é eficaz.
dieta das notas, dos pontos, whatever, façam, que é fácil e funcina.
pronto, catei.
Cata S.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
catando curtição
uma babaquisse essa coisa de querer "curtir" a vida.
tudo o que se pensa é em juntar histórias pra contar, mesmo que sejam as histórias mais vazias.
tudo na desculpa de curtir.
nós, jovens, 20 e poucos anos, somos peritos nessa ilusão. parece resquício de uma adolescência mal-vivida.
só que nesse caminho tudo se torna muito volátil, assim como todo o álcool que ingerimos numa noite de "curtição".
quantas vezes reclamamos da nossa rotina de trabalho-casa mesmo sem perceber que nosso trabalho é uma dádiva e que não existe lugar melhor que nossa casa?
quantas vezes nos impedimos de passar um sábado deitado na cama na maior preguiça porque "a vida tá acontecendo lá fora", mesmo que tudo o que você deseja seja ficar exatamente onde está?
quantas vezes preferimos sair com aquela galerinha-massa-que-conhecemos-no-sábado-passado do que com aqueles velhos e bons amigos?
quantas vezes abdicamos de um bom amor porque o "mundo" de opções lá fora nos pareceu mais atrativo e encantador?
quantas vezes queremos deixar tudo o que nós temos, familia, amigos, trabalho pra viajar o mundo? (e quantas pessoas sofreram muito pela distancia?)
nessa onda, negamos nosso próprio caminho porque buscamos um algo-além que nem nós direito sabemos do que se trata.
não damos o devido valor ao que, de fato e de direito, a vida nos deu pra ir atrás de coisas que não nos pertecem.
é uma procura incessante por coisas que possam preencher uma necessidade do momento, mas não paramos pra perceber que a vida mesmo acontece durante nossa distração.
quando a gente menos espera, por uma força de um chamado "acaso", na fila do banco.
de uns tempos pra cá, eu busco me sentir em casa, independente de onde eu estiver.
tenho meus focos, meus medos, meus desejos, meus gostos, minhas afinidades. não vou me enganar. não vou sair de dentro de mim, da minha casa, da minha paz.
em casa, eu sou livre. essa é a verdadeira liberdade, viver você mesmo, mesmo que num sábado à noite você seja só preguiça.
um dia, a gente amadurece o suficiente pra perceber que a vida está na rotina, no colo da nossa mãe durante a novela, no almoço dos sábados na casa de vovó, no lanche no meio tarde no trabalho, no passeio no shopping com nossa melhor amiga.
a vida está em cada momento que se vive, e ainda tem gente reclamando que hoje é segunda-feira e não vê a hora de chegar no fim de semana pra poder "curtir a vida".
mero engano. mas a gente aprende. um dia, a gente vai saber que bom mesmo é ficar em casa.
pronto, catei.
Cata S.
tudo o que se pensa é em juntar histórias pra contar, mesmo que sejam as histórias mais vazias.
tudo na desculpa de curtir.
nós, jovens, 20 e poucos anos, somos peritos nessa ilusão. parece resquício de uma adolescência mal-vivida.
só que nesse caminho tudo se torna muito volátil, assim como todo o álcool que ingerimos numa noite de "curtição".
quantas vezes reclamamos da nossa rotina de trabalho-casa mesmo sem perceber que nosso trabalho é uma dádiva e que não existe lugar melhor que nossa casa?
quantas vezes nos impedimos de passar um sábado deitado na cama na maior preguiça porque "a vida tá acontecendo lá fora", mesmo que tudo o que você deseja seja ficar exatamente onde está?
quantas vezes preferimos sair com aquela galerinha-massa-que-conhecemos-no-sábado-passado do que com aqueles velhos e bons amigos?
quantas vezes abdicamos de um bom amor porque o "mundo" de opções lá fora nos pareceu mais atrativo e encantador?
quantas vezes queremos deixar tudo o que nós temos, familia, amigos, trabalho pra viajar o mundo? (e quantas pessoas sofreram muito pela distancia?)
nessa onda, negamos nosso próprio caminho porque buscamos um algo-além que nem nós direito sabemos do que se trata.
não damos o devido valor ao que, de fato e de direito, a vida nos deu pra ir atrás de coisas que não nos pertecem.
é uma procura incessante por coisas que possam preencher uma necessidade do momento, mas não paramos pra perceber que a vida mesmo acontece durante nossa distração.
quando a gente menos espera, por uma força de um chamado "acaso", na fila do banco.
de uns tempos pra cá, eu busco me sentir em casa, independente de onde eu estiver.
tenho meus focos, meus medos, meus desejos, meus gostos, minhas afinidades. não vou me enganar. não vou sair de dentro de mim, da minha casa, da minha paz.
em casa, eu sou livre. essa é a verdadeira liberdade, viver você mesmo, mesmo que num sábado à noite você seja só preguiça.
um dia, a gente amadurece o suficiente pra perceber que a vida está na rotina, no colo da nossa mãe durante a novela, no almoço dos sábados na casa de vovó, no lanche no meio tarde no trabalho, no passeio no shopping com nossa melhor amiga.
a vida está em cada momento que se vive, e ainda tem gente reclamando que hoje é segunda-feira e não vê a hora de chegar no fim de semana pra poder "curtir a vida".
mero engano. mas a gente aprende. um dia, a gente vai saber que bom mesmo é ficar em casa.
pronto, catei.
Cata S.
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